o colectivo

O humor líquido é um lugar de encontro de gestos criativos.
Estes nascem de uma conversa fluente e contínua. A identidade deste colectivo é a da própria fluência do diálogo: existindo obras de grupo, este altera-se, em diferentes projetos, em diversas dinâmicas – onde não se excluem, nem possibilidades renovadas de colaboração, nem gestos individuais reunidos em afinidades. Este é um lugar de fluência dinâmica, um lugar potenciador da felicidade dos encontros.
O humor líquido é, também, o meio interior da visão, aquilo que – no olhar – é atravessado. O humor líquido é o meio, ou o médium, de uma passagem. Este é um modo de olhar que pensa a sua própria natureza e, também, a poética da impermanência do que ressalta do quotidiano.
Assim se expressam, enquanto coletivo – e em diferentes formas criativas – Anabela Mota, Ana Mata, Catarina Domingues, Marta Castelo, Nádia Duvall, Sara Belo e Teresa Projecto.

humorliquido.colectivo@gmail.com




Anabela Mota

email: aamota@gmail.com
Lisboa, 1965. O seu percurso inicia-se em 1982 na Escola António Arroio e em 1985 na ESBAL. Desde 1997 que se dedica às Artes Plásticas, organizando workshops para crianças e adultos. Colabora desde 2005 com a Pediatria do IPO na área das Artes Plásticas para além de outras iniciativas. Colabora na área dos cuidados paliativos com a AMARA, tendo apresentado uma comunicação ‘A arte no hospital-Os mistérios da Arte da Vida no IPO de Lisboa’ no ‘V congresso internacional Espaço T’ no Porto. Em 2007 funda ‘A Casa da Quinta’ em Linda-a-Velha, um espaço comunitário artístico.
Conclui a Licenciatura e Mestrado em Pintura na FBAUL.
Dá aulas de Pintura no Atelier )ABERTO( em Lisboa.
Tem participado em várias exposições. Realizou a Curadoria de várias exposições
Interessa-lhe abordar a questão do olhar, sobretudo a importância da consciência no olhar, enquanto meio para aceder a múltiplas realidades e como essa consciência implica uma certa qualidade do tempo. Levantando questões sobre a fragilidade e o mistério que estão presentes na realidade das coisas concretas. A distinção entre um certo olhar habituado, habituado a ver, e o olhar habitado, habitado pela consciência. A consciência como movimento interior que tem o dom de impressionar a realidade.




Ana Mata
email: anamata.f@gmail.com
website: anamata.pt

Setúbal, 1980. Doutorada em Pintura (2016) pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde leciona desde 2010, tem vindo a desenvolver um trabalho pictórico centrado na relação entre a pintura e o real mediatizado pela fotografia. Interessa-se pela ideia de transferência e de transparência numa procura pictórica de vida.
O seu trabalho integra coleções públicas e privadas (Américo Santis, Cascais; António Cachola, Campo Maior; Círculo de Artes Plásticas, Coimbra; Fundação Ilídio Pinho, Porto; Coleção. MG, Alvito e Fundação Carmona e Costa). É representada pela Galeria Módulo – Centro Difusor de Arte Contemporânea, onde expõe os seus trabalhos desde 2002.




Catarina Domingues
email: catarinadomingues@live.com.pt
website: vimeo.com/catarinadomingues
instagram: @catarinamarquesdomingues

Nasceu em Lisboa em 1987, onde vive e trabalha. Fez a licenciatura em Artes Plásticas na ESAD, Caldas da Rainha, em seguida o Mestrado em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e está em curso o seu Doutoramento também em Pintura na FBAUL. Trabalha com desenho, fotografia e auto-edição de livros, refletindo sobre o feminino, não enquanto género, mas enquanto abertura e nascença. As suas imagens são sobre uma determinada submissão à terra, uma consciência de que o corpo que somos não nos pertence e de que há um sofrimento comum a todos os seres: o sofrimento que é também a alegria de se ser agora (um instante em que se desconhece radicalmente o porvir). Tal reconhecimento exige a acção do humano: o pensamento, viver activamente. Tanto as imagens fotográficas como os desenhos surgem do espanto perante o que existe e poderia não existir: o espanto de se desconhecer a origem.




Marta Castelo
email: martacastelo@hotmail.com
website: marta-castelo.blogspot.pt

Lisboa, 1980. Licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, investigadora em doutoramento e professora no curso de Escultura da mesma Faculdade. Foi bolseira do programa Erasmus na “Universität der Kunst Berlin” em 2004/2005. Realizou residências artísticas na área de escultura cerâmica nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo entre 2006 e 2015. Em 2010/2011 concretizou o Curso de Pós-Graduação Fotografia, Projecto e Arte Contemporânea, organizado pelo Atelier de Lisboa e IPA. Tem vindo a desenvolver um trabalho onde usa o barro cru e/ou cozido como modo de explorar e pensar as relações entre a natureza e a construção, bem como a noção de efémero e possibilidade de fixação. Foi selecionada para os Prémios Anteciparte em 2006 e tem participado em diversas exposições individuais e colectivas desde 2008.




Nádia Duvall
email: duvall.nadia@gmail.com
website: nadiaduvall.com
instagram: @art.nadia.duvall

Licenciada em 2008 pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, encontra-se actualmente a terminar o mestrado na Faculdade de Belas Artes em Lisboa. O seu trabalho é realizado dentro de uma piscina enorme (denominada de Útero) e anda em torno dos temas da Pele, Identidade e da sua própria biografia. Expõe regularmente desde 2008 em Portugal e no estrangeiro e já foi galardoada com diversos prémios de arte, destacando-se o prémio de pintura REVELAÇÃO BANIF. Actualmente colabora com Emerge Agency e outras galerias.




Sara Belo

email: sarasbelo@gmail.com
website: sarabelo.com
instagram: @sara_s_belo

Sara Belo nasceu em 1989, em Lisboa, onde vive e trabalha. Valendo-se sobretudo das práticas do desenho e da pintura, o seu trabalho desenvolve-se a partir de um processo focado na construção da imagem, na tensão constitutiva entre a matéria (tinta, suportes, texturas, etc.) e a possibilidade da figuração, entre o inerte e a capacidade de dar vida. Esta abordagem em busca da matriz da figura tem vindo a concentrar-se em torno do motivo vegetal e da paisagem, que melhor se prestam à exploração da organicidade implicada no gesto pictórico. É Licenciada (2011) e Mestre (2013) em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que lhe concedeu, em 2016, Bolsa de Doutoramento para prosseguir a sua investigação artística e académica.




Teresa Projecto
email: teresa.n.projecto@gmail.com
website: teresaprojecto.com
instagram: @teresaprojecto

Portalegre, 1989. Vive e trabalha em Lisboa. Doutoranda na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (desde 2014), escola onde concluiu a Licenciatura (2011) e o Mestrado (2014) em Pintura. A formação académica em artes visuais veio encontrar complemento essencial na música. Coralista em vários grupos corais na área de Lisboa (desde 2012). Estagiária no Coro Gulbenkian (2017). Persegue uma relação intrínseca entre visualidade e temporalidade. Na prática artística, um corpo é tão importante quanto um acontecimento, encontrando estes dois modos de ser a expressão que exigem sob a forma de imagem sonora (voz — texto, canto) e imagem visual (pintura, cerâmica, vídeo, fotografia). A tempo parcial, é colaboradora no Espaço Llansol (desde 2012), no tratamento do espólio e divulgação da obra da escritora Maria Gabriela Llansol.